Bibliografia
Nesta bibliografia encontra-se uma lista de fontes — livros, artigos, teses, documentos e estudos — produzidos por pessoas e instituições que dedicaram, ou ainda dedicam, a sua vida a aprofundar a compreensão sobre a saúde mental.
Uma visão mais holística e completa, com a qual me identifico e que procuro refletir no trabalho que desenvolvo com cada pessoa em busca de um caminho diferente.

Neuropsiquiatra cognitivo, Anthony David
Livro - Into the Abiss / Para o Abismo
O neuropsiquiatra cognitivo, Anthony David reúne muitos campos de investigação, desde a
psicologia social e cognitiva à neurologia.
A chave para cada paciente pode ser qualquer coisa, desde uma memória traumática a um desequilíbrio familiar, uma forma de pensar doentia ou um tumor oculto.
Com base na carreira do Professor David como clínico e académico, estes fascinantes estudos de caso revelam a complexidade única da mente humana, alargando os limites da nossa compreensão.
Livro - The Divided Self / O Eu Dividido
Psiquiatra R.D. LAING
A sua exploração inovadora da natureza da loucura, The Divided Self, R.D. Laing, iluminou a natureza da doença mental.
Recorrendo a estudos de caso de doentes com quem trabalhou, o psiquiatra R. D. Laing
defendeu que a psicose não é uma condição médica, mas um resultado do “eu dividido”, ou da tensão entre as duas personas dentro de nós: uma, a nossa identidade autêntica e privada, e outra, o outro, o falso eu ‘são’ que apresentamos ao mundo. Também conhecido pela sua visão humanista sobre a psicose:“A experiência psicótica, por mais aterrorizante que seja, pode ser um chamado à transformação.”


Neuropsiquiatra cognitivo, Anthony David
Livro - Into the Abiss / Para o Abismo
Estes livros refletem o incrível trabalho de Perry ao tentar repensar e humanizar o tratamento de doenças mentais graves, focando na recuperação por meio da empatia e apoio emocional.
Psiquiatra Stanislav Grof
“A ciência materialista ocidental não tem lugar para qualquer tipo de espiritualidade e, na realidade, considera-a incompatível com a visão de mundo científica. A moderna pesquisa da consciência mostra que a espiritualidade é uma dimensão natural e legítima da psique humana e do plano universal das coisas.
Contudo, nesse contexto, é importante enfatizar que essa declaração aplica-se à espiritualidade genuína e não às doutrinas das religiões organizadas.”


Conceito do duplo vínculo e Esquizofrenia
Gregory Bateson, Antropólogo, Cientista Social e Linguista
O duplo vínculo foi desenvolvido pelo antropólogo Gregory Bateson e sua equipa de pesquisadores em Palo Alto, Califórnia (1956). É um conceito da psicologia que se refere a relacionamentos contraditórios onde são expressados comportamentos de afeto e agressão simultaneamente, onde as duas pessoas estão fortemente envolvidas emocionalmente e não conseguem se desvincular uma da outra.
Esta teoria foi formulada no anos 50 para explicar a origem psicológica da esquizofrenia, deixando de lado as disfunções cerebrais e as hipóteses orgânicas.
O que nos diz ? Kwame McKenzie
Professor do Departamento de Psiquiatria da Universidade de Toronto
Desenvolver Psicose ou Esquizofrenia é como ter doenças cardíacas — não existe apenas uma causa isolada, mas várias causas.É uma combinação de fatores, onde qualquer pessoa pode desenvolver. Existem dois contextos principais que podem contribuir para o desenvolvimento de Psicose ou Esquizofrenia: o Biológico e o Social.No contexto Biológico, pode haver fatores como o consumo de cannabis, complicações no parto, predisposições genéticas (mas, na maioria dos casos no mundo, não há antecedentes genéticos), entre outros.Depois, temos os aspetos sociais, como viver em uma cidade grande, crianças com menos de 15 anos provenientes de pais separados, bullying, racismo, desemprego, e uma lista contínua de riscos e fatores que podem aumentar a possibilidade de desenvolver Psicose ou Esquizofrenia.
Em resumo,
raramente ou nunca é apenas uma razão, mas sim vários pequenos fatores de risco.


Será a esquizofrenia uma sentença? Uma degradação cognitiva inevitável? Certamente que não.
Nobel de Economia em 1994, John Forbes Nash.
Considerado um génio matemático e vencedor do Prémio Nobel de Economia em 1994, John Forbes Nash (1928–2015) começou a apresentar sinais de esquizofrenia em 1958, quando ainda estudava.Logo depois, foi revelado que ele tinha esquizofrenia paranoide, depressão e baixa autoestima. Após a frustração vivida pela falta de resultados e longos períodos de uso de antipsicóticos e internações, ele parou completamente de tomar a medicação em 1970 e começou a recuperar progressivamente da doença.A história de Nash é retratada no filme “A Beautiful Mind” (com Russell Crowe).
Livro- História da Loucura
Filosofo e Historiador
Michel Foucault
Um livro certamente provocativo ao pensar convencional:
“A História da loucura” foi a tese de doutorado de Foucault, publicada inicialmente em 1961, com o título “Loucura e desrazão”, onde constata que o entendimento da loucura enquanto “doença mental” é uma percepção muito recente na história; que não há uma continuidade ou identidade entre as percepções e disposições para com a loucura e o louco; que a medicina demorou para se apropriar da loucura.
Antes dela foi expressa pelas artes, pela filosofia e pelo direito; que não havia terapêutica para a loucura até o final do século XVIII; e que a “doença mental” é uma invenção recente, que começa a aparecer com Pinel e Esquirol no início do século XIX.


ELYN SAKS
É uma importante estudiosa de jurídico e professora de direito, psicologia e psiquiatria na Faculdade de Direito da Universidade do Sul da Califórnia.
Ela é conhecida pelo seu trabalho na lei de saúde mental, a sua experiência pessoal com esquizofrenia e sua defesa contra o estigma em torno da doença mental.
Também escreveu a autobiografia “O centro não pode segurar: minha jornada pela loucura”.
David Lukoff, PhD
É um psicólogo e coautor da categoria diagnóstica do DSM-IV e DSM-5 denominada “Problema Religioso ou Espiritual”, que contribuiu para aumentar a consciência sobre as questões espirituais na prática clínica. Ele explora a psicose como uma possível experiência espiritual ou de expansão da consciência, especialmente em momentos de crise.
Ele mostra que nem toda psicose é destrutiva — algumas podem ser transformadoras.


Eleanor Longden
(psicóloga e pesquisadora que vivenciou psicose)
“Ser diagnosticado com psicose não é o fim da estrada.
É o começo de um novo caminho de autoconhecimento e reconstrução.”

